Está com sobrecarga de e-mails? Experimente a Caixa prioritária

Terça-feira, Agosto 31, 2010 8/31/2010 09:27:00 AM


As pessoas sempre nos dizem que estão sendo simplesmente inundadas por e-mails. Nós entendemos a sua situação, afinal, aqui no Google, o e-mail é a nossa principal ferramenta de trabalho. Nossas caixas de entrada estão diariamente abarrotadas com centenas, às vezes milhares de mensagens: e-mails de colegas, de listas, sobre horários marcados e correio automatizado, mas que nem sempre são importantes. Leva muito tempo separar o que tem de ser lido do que tem de ser respondido. Hoje, temos o prazer de apresentar a Caixa prioritária (na versão beta), uma maneira experimental de lidar com a sobrecarga de informações no Gmail.

O Gmail sempre escolheu muito bem o lixo eletrônico que deveria ir para a pasta de “spam”. Mas, hoje em dia, além do spam, as pessoas recebem muitas mensagens que, apesar de não serem lixo, também não são importantes. São aquilo que se costuma chamar de “encheção de linguiça”: você até vai ler, mas não naquele exato momento. Portanto, aumentamos a capacidade do filtro do Gmail para que ele lidasse com este problema e fosse além do spam – assim, o usuário recebe um auxílio na hora de separar a "encheção de linguiça" do material importante. A Caixa prioritária é quase como o seu assistente pessoal: ele lhe auxilia a se concentrar nas mensagens que realmente importam sem a necessidade de configurações complexas.



A Caixa prioritária divide a sua caixa de entrada em três seções: “Importante e não lidas”, “Marcado com estrela” e “Tudo mais”:


(Texto da imagem)
Leia as mensagens "Importantes e não lidas"

Marque com uma estrela aqueles e-mails que você quiser ver depois

Dê uma olhada em "Tudo mais" apenas quando tiver tempo
(e marque qualquer mensagem importante que tenha ficado para trás)


Assim que as mensagens chegam, o Gmail automaticamente marca algumas como importantes. O Gmail usa várias pistas para predizer que mensagens são importantes, incluindo os seus destinatários frequentes (se você manda muitos e-mails, por exemplo, para o João, uma mensagem dele deve ser importante) e quais mensagens você abre e responde (estas devem ser mais importantes que as que você passa direto). E, quanto mais você usar o Gmail, melhor ele classificará as suas mensagens. Ainda assim, você pode ajudar a torná-lo ainda melhor, clicando em ou para determinar quais são as mensagens de prioridade.

Depois de termos realizado muitos testes internos aqui no Google, bem como com vários usuários do Gmail e do Google Apps, estamos prontos para que mais pessoas experimentem este novo produto. A Caixa prioritária ficará disponível para todos os usuários do Gmail, incluindo aqueles que utilizam o Google Apps, até a semana que vem. Assim que aparecer um link “Novidade! Caixa prioritária”, no canto superior direito da sua conta do Gmail (ou a nova guia Caixa prioritária nas Configurações do Gmail), experimente você mesmo.

Agenda do Google Developer Day 2010: Plataforma de nuvem, Android, Chrome e HTML5

Segunda-feira, Agosto 30, 2010 8/30/2010 08:02:00 PM


Já podemos divulgar a agenda do Google Developer Day. Temos muito mais conteúdo técnico para compartilhar, mas o Google Developer Day dura apenas um dia. Podemos fazer algumas mudanças menores na agenda, mas aqui vai uma prévia.

Mundialmente, temos três assuntos principais:
  • Android - Com o atual embalo e crescimento dessa plataforma, gostaríamos de continuar este diálogo com você no Google Developer Day. Teremos sessões sobre o desempenho do Android performance, experiência do usuário de celular e melhores práticas de criação de aplicativos, além de mergulhar a fundo em um novo recurso, a Cloud to Device Messaging (C2DM - Mensagens da nuvem para celular) (link em inglês).
  • Chrome e HTML5 - Ensinaremos como construir um aplicativo para a Chrome Web Store e como melhorar seu desenvolvimento e desempenho. Mostraremos quais aspectos do HTML5, Ferramentas do Desenvolvedor Chrome e Cliente Nativo podem ser mais úteis para você. Além disso, vamos cobrir tudo que esteja relacionado à autenticação. Mostraremos como e quando usar as diversas ferramentas de autenticação e como elas se integram aos nossos produtos e APIs.
  • Plataforma de nuvem - Em continuidade aos nossos anúncios no Google I/O, teremos sessões sobre o Google App Engine, App Engine for Business, integração com Spring, Google Web Toolkit, BigQuery, e Prediction API. Esteja preparado para as amostras de código, aprenda como otimizar o desempenho e dê uma espiada no que nós temos para o futuro.
É com prazer que apresentamos nossos palestrantes Mario Queiroz, vice-presidente de produtos, e Eric Tholome, diretor de gestão de produtos para desenvolvedores.

Graças ao sucesso das sessões sobre capital de risco no Google I/O (link em inglês) e à crescente atividade de CR nos mercados globais, adicionamos painéis sobre capital de risco na maioria dos nossos Developer Days. Venha descobrir o que seus investidores de CR locais procuram em novas empresas.

O SP-GTUG (Grupo de Usuários de Tecnologia Google em São Paulo), um grupo de usuários que tem como objetivo aprimorar e compartilhar conhecimento sobre as tecnologias do Google também participará do evento. Os participantes terão a oportunidade de conhecer e interagir com os membros do grupo.

As palestras principais e parte das sessões terão tradução ao vivo. Teremos especialistas para tirar suas dúvidas durante o horário comercial e você ainda terá a chance de conhecer outros Googlers durante a Happy Hour.

As inscrições começarão no dia 15 de setembro e atualizaremos o blog do Google Code (página em inglês), assim como o blog do Google Brasil. Enquanto isso, siga-nos no Twitter para as últimas informações sobre o Google Developer Day e outros assuntos: @googledevbr (hashtag #gddbr).


Compartilhe sua história com o novo Google Tradutor

Terça-feira, Agosto 17, 2010 8/17/2010 11:02:00 AM


Você percebeu que o Google Tradutor está com um novo visual? Estamos melhorando nosso visual para facilitar ainda mais a tradução de textos, páginas da web e documentos no Google Tradutor.

A nova cara do Google Tradutor

Nossa intenção é facilitar a descoberta e utilização completa de todas as funções e integrações do Google Tradutor. Por exemplo, sabia que você pode pesquisar em outros idiomas no Google (link em inglês) com o Google Tradutor? Ou que é possível traduzir e-mails recebidos (link em inglês) no Gmail ou levar o Google Tradutor com você no seu celular (link em inglês)? Colocamos todas essas dicas na nova página Faça mais com o Google Tradutor (link em inglês) que acabamos de lançar. Algumas dessas dicas vão aparecer na nova página inicial.

Também criamos uma página Por dentro do Google Tradutor (link em inglês), onde você descobrirá como as traduções são feitas. É o trabalho de duendes mágicos ou de linguistas profissionais? Neste vídeo, Anton Andryeyev, um de nossos engenheiros, conta como funciona:



É inspirador saber que as pessoas quebraram as barreiras da comunicação no mundo todo com o Google Tradutor. Por exemplo, Lisa, dos Estados Unidos, nos contou como usa o Google Tradutor para manter contato com os avós. Lisa se mudou da China para os EUA quando tinha seis anos, portanto, ela fala inglês e chinês fluentemente, mas tem dificuldade em ler os complexos ideogramas chineses. Quando ela recebe um e-mail dos avós na China, o Google Tradutor dá uma ajudinha com as frases que ela não entende. Ela também usa o Google tradutor para responder o e-mail, certificando-se de que está usando o ideograma correto no lugar certo.

Você usa o Google Tradutor para manter contato com parentes distantes? Para ler notícias de outros países? Ou para aproveitar ao máximo as suas viagens de férias? Adoraríamos ouvir sua experiência, por isso, compartilhe a sua história (link em inglês) conosco. Quem sabe a sua história pode aparecer no blog do Google Tradutor! (link em inglês)


Verdades sobre a nossa proposta de políticas para a neutralidade da internet

Segunda-feira, Agosto 16, 2010 8/16/2010 01:45:00 PM


Nos últimos dias, tivemos muitas discussões sobre o anúncio da proposta de políticas para a neutralidade da internet que criamos em conjunto com a Verizon. Depois de pesar prós e contras, acreditamos que esta proposta representa um verdadeiro progresso para o que se tornou uma questão controversa. Em nossa opinião, ela pode ajudar construtivamente no avanço do debate sobre a neutralidade da internet.

É claro que não achamos que todos vão concordar integralmente com nossa proposta, mas há muitas visões errôneas sobre a nossa proposta em circulação. Por isso, gostaríamos de separar o que é fato do que é mito.

MITO: O Google “vendeu-se” na questão da neutralidade da internet.

FATO: O Google tem sido a principal voz das corporações (site em inglês) sobre a questão da neutralidade da internet. Nenhuma outra empresa tem se esforçado tanto como nós por uma internet aberta.

Porém, dada a realidade política, há anos esta questão específica não tem sido discutida em Washington. Neste momento, não há proteções com força legal, no FCC (órgão regulador das telecomunicações nos EUA) ou em outro lugar, contra discriminações das operadoras no tráfego da internet.

Com isso em mente, decidimos realizar uma parceria com um dos principais provedores de banda larga nos Estados Unidos para pensar em regras que refletissem a melhor solução possível. Não afirmamos que esta é solução perfeita, mas acreditamos que uma proposta que inclua proteções com força legal para os consumidores é preferível a nenhuma proteção.

MITO: Esta proposta representa um retrocesso para a internet aberta.

FATO: Caso seja adotada, esta proposta dará, pela primeira vez, à FCC a capacidade de preservar a internet aberta por meio de regras com força legal direcionadas para os provedores de banda larga. Ao mesmo tempo, será proibido à FCC impor regulamentações sobre a própria internet.

Eis alguns dos benefícios concretos da nossa proposta legislativa conjunta:
  • Novas normas do FCC com força legal
  • Proibição contra o bloqueio ou degradação do tráfego da internet por cabo
  • Proibição contra a discriminação ao tráfego de internet por cabo de maneira que prejudique os usuários ou a livre concorrência
  • Presunção contra todas as formas de priorização de tráfego da internet por cabo
  • Transparência completa para as plataformas de banda larga por cabo e sem fio
  • Autoridade indiscutível da FCC para o julgamento de reclamações de usuários e para a imposição de liminares e de multas contra transgressores

A Verizon concordou em obedecer voluntariamente, a partir de agora, a estes requisitos, o que faz dela uma pioneira entre os principais provedores de comunicações nos Estados Unidos. Esperamos que este ato convença as demais empresas de banda larga a seguir o mesmo caminho.

MITO: Esta proposta eliminaria a neutralidade da internet sem fio.

FATO: É verdade que o Google já se empenhou para que certas proteções de abertura para internet sem fio fossem aplicadas da maneira similar à dos serviços por cabo. Mas, para alcançarmos um meio-termo, concordamos com uma proposta que mantém este mercado sem regulamentações por enquanto, sob a vigília constante do Congresso norte-americano.

Por quê? Em primeiro lugar, o mercado sem fio é mais competitivo que o mercado por cabo, uma vez que os consumidores normalmente têm mais opções de provedores. Em segundo lugar, as redes sem fio utilizam ondas aéreas, em vez de cabos, e precisam compartilhar uma capacidade restrita entre muitos usuários, de modo que as operadoras são obrigadas a gerenciar suas redes mais ativamente. Em terceiro lugar, a abertura de rede e de dispositivos só começou a se tornar um modelo de negócios relevante neste espaço recentemente.

Na nossa proposta, explicitamos que o primeiro passo mais adequado para os provedores sem fio é a transparência total com os usuários sobre como o tráfego da rede é gerenciado para evitar o congestionamento, ou sobre como é priorizado para certos conteúdos e aplicativos. A nossa proposta também pede que o governo federal dos Estados Unidos monitore e elabore relatórios sobre o estado do mercado de banda larga sem fio. E o mais importante, o Congresso teria a capacidade de intervir e de impor novas proteções para os consumidores contra os provedores sem fio.

Também é essencial ter em mente que o futuro da banda larga sem fio está cada vez mais na quarta geração de redes (4G), que começou a ser construída agora. A Verizon vai lançar a sua rede 4G nos Estados Unidos no fim deste ano, seguindo as condições de abertura adotadas pela FCC com ajuda do Google (site em inglês). A Clearwire já fornece o serviço 4G em alguns mercados, operando um modelo de negócios (site em inglês) único de varejo/abertura. Assim, os consumidores norte-americanos começam a experimentar plataformas abertas de internet sem fio, o que esperamos seja ainda mais aprimorado e incentivado pela nossa proposta de transparência.

MITO: Esta proposta vai permitir que os provedores de banda larga “canibalizem” a internet.

FATO: Outro aspecto da proposta conjunta permite que os provedores de banda larga ofereçam determinados serviços especializados para seus clientes, os quais não fazem parte da internet. Por exemplo, os provedores de banda larga poderão oferecer um canal especial de jogos, um serviço bancário mais seguro ou um tipo de monitoramento de saúde em casa, desde que esses produtos estejam separados da internet pública. Alguns provedores já oferecem esses tipos de serviço atualmente. O principal desafio é permitir que os consumidores se beneficiem desses serviços não relacionados à internet sem que esta sofra obstruções.

Na proposta, sugerimos algumas proteções importantes para salvaguarda da internet pública:
  • Em primeiro lugar, o provedor de banda larga deve obedecer totalmente às normas de proteção e contra a discriminação que regem o seu serviço de acesso à internet antes de poder aproveitar qualquer uma dessas oportunidades de serviços on-line;
  • Em segundo lugar, estes serviços devem ser “distintos em propósito e abrangência” do acesso à internet, de modo que não possam, com o passar do tempo, suplantar o modelo de serviço "best effort" da internet;
  • Em terceiro lugar, a FCC mantém o total poder de monitoração desses produtos e pode intervir sempre que necessário para garantir que o acesso à internet receba uma capacidade irrestrita da banda larga.

Sendo assim, acreditamos que estão contempladas ferramentas mais do que adequadas para impedir uma “canibalização” da internet.

MITO: O Google se juntou à Verizon nesta questão por causa do Android.

FATO: Isto se trata de uma proposta de políticas, não de uma negociação. É claro que o Google tem uma ótima relação comercial com a Verizon, mas, no fim das contas, esta proposta não tem nada a ver com o Android. Não há motivos para surpresa com o anúncio desta proposta, uma vez que temos histórico de trabalho anterior sobre políticas públicas para a neutralidade da internet com a Verizon. Basta ver a nossa postagem de blog (site em inglês) de outubro de 2009, a apresentação de um documento conjunto à FCC (site em inglês) em janeiro de 2010 e nosso editorial (site em inglês) de abril deste mesmo ano.

MITO: Duas grandes corporações querem criar as leis sobre o futuro da internet.

FATO: As duas empresas propõem um modelo de legislação a ser submetido ao Congresso. Esperamos a opinião de todos os envolvidos para ajudar a moldar esta estrutura e para que possamos todos progredir. Não temos a arrogância de pensar que duas empresas quaisquer poderiam, ou deveriam, decidir o futuro da internet. Simplesmente oferecemos uma proposta para ajudar a solucionar um debate que está praticamente estagnado há cinco anos.

É papel do Congresso, da FCC, de outras autoridades e do público norte-americano levar essa discussão adiante. Seja você contra ou a favor da nossa proposta, participe diretamente do debate e divida seu ponto de vista com os senadores e deputados (sites em inglês) de Washington.

Esperamos que o texto tenha esclarecido algumas inverdades que circularam sobre a nossa proposta. Vamos disponibilizar atualizações assim que o tema se desenvolver mais.


Uma proposta conjunta de políticas para uma internet aberta

Terça-feira, Agosto 10, 2010 8/10/2010 04:24:00 PM


Por Alan Davidson, diretor de políticas públicas do Google, e por Tom Tauke, vice-presidente de políticas públicas e comunicações da Verizon

Os primeiros arquitetos da internet acertaram nos pontos principais. Ao criar uma rede aberta, eles possibilitaram a maior troca de ideias de toda história. Ao fazer uma internet expansível, tornaram possível uma gigantesca inovação em sua infraestrutura.

É muito importante encontrar maneiras de manter a internet aberta no futuro e encorajar a rápida implementação da banda larga. A Verizon e o Google têm a satisfação de discutir o compromisso de princípios que nossas empresas desenvolveram no último ano relativo à espinhosa questão da “neutralidade da internet”.

Em outubro, as duas empresas divulgaram uma declaração conjunta de princípios (site em inglês) sobre a neutralidade da internet. Poucos meses depois, foi apresentado um documento conjunto à FCC (órgão regulador de telecomunicações nos EUA) (site em inglês) e, num editorial de abril (site em inglês), nossos CEOs discutiram seus interesses comuns numa internet aberta. Desde então, ouvimos todos os lados por meio de autoridades em vários níveis e aceitamos o desafio de criar um modelo equilibrado de regras. Duas metas principais nos guiaram:
  1. O direito dos usuários de escolher que conteúdo, aplicativos ou dispositivos usarão, uma vez que essa liberdade é crucial para a inovação exponencial que faz da internet uma mídia transformadora.
  2. A necessidade de os EUA continuarem a encorajar o investimento e a inovação para o suporte da infraestrutura fundamental da banda larga. Isso é muito importante para a competitividade global do país.
Hoje, os nossos CEOs anunciarão uma proposta que pretende contribuir construtivamente ao diálogo. Esta proposta conjunta é uma sugestão de estrutura legislativa para ser avaliada pelos parlamentares e pode ser lida AQUI (link).(falta link) Discutiremos, a seguir, os sete elementos principais:

Primeiramente, as duas empresas sempre apoiaram os princípios de abertura da atual linha de banda larga da FCC, os quais garantem aos consumidores o acesso a todo conteúdo legítimo na internet e o uso dos aplicativos, serviços e dispositivos escolhidos. A exigibilidade destes princípios sofreu um abalo com a recente decisão das Cortes sobre a Comcast. A nossa proposta garante toda a força legal à FCC no que tange a estes princípios.

Em segundo lugar, concordamos que, além dos princípios existentes, deveria haver uma nova proibição com força legal contra práticas discriminatórias. Isso significaria que, pela primeira vez, os provedores de banda larga por cabos não poderiam discriminar ou priorizar serviços, aplicativos ou conteúdo legítimo da internet de maneira que prejudicasse os usuários ou a concorrência.

Este novo princípio indiscriminatório englobaria a presunção contra a atribuição de prioridades ao tráfego da internet, incluindo as prioridades pagas. Assim, além de não poderem bloquear ou desfavorecer aplicativos e conteúdo da internet, os provedores de banda larga por cabo também não poderiam favorecer algum tipo específico de tráfego contra outro qualquer.

Terceiro, é importante que o consumidor tenha todas as informações sobre sua experiência na internet. A nossa proposta prevê a criação de regras executáveis de transparência, tanto para serviços por cabo, quanto sem fio. Os provedores de banda larga forneceriam obrigatoriamente informações claras e compreensíveis sobre os serviços oferecidos e suas capacidades. Além disso, os provedores de banda larga também disponibilizariam aos provedores de conteúdos e aplicativos informações sobre práticas de gerenciamento de rede e outros dados necessários para garantir que eles alcancem os consumidores.

Em quarto lugar, dada a confusão sobre a autoridade da FCC depois da decisão das Cortes sobre a Comcast, a nossa proposta esclarece o papel e autoridade da FCC no âmbito da banda larga. Além de criar proteção ao consumidor com força legal e padrões indiscriminatórios que vão muito além do alcance atual da FCC, a proposta também indica um novo mecanismo de execução para o órgão. Especificamente, a FCC executaria estas políticas de abertura caso a caso, por meio de um processo de reclamações. Ela seria capaz de agir rapidamente para impedir uma prática violadora dessas proteções e poderia impor multas de até dois milhões de dólares contra os infratores.

Quinto, queremos que a infraestrutura da banda larga seja uma plataforma para a inovação. Portanto, a nossa proposta permite aos provedores oferecer serviços on-line adicionais e diferenciados, além do acesso à internet e a serviços de vídeo (como a FIOS TV, da Verizon) permitidos hoje em dia. Isto significa que os provedores de banda larga poderiam criar parcerias para desenvolver novos serviços. É muito cedo para prever como esses novos serviços se desenvolveriam, mas podemos dar como exemplo o monitoramento de assistência médica, a smart grid (rede elétrica inteligente), os serviços avançados de educação ou as novas opções de entretenimento e jogos. A nossa proposta também inclui proteções para assegurar que esses serviços on-line sejam distintos dos serviços tradicionais de acesso de banda larga à internet e que não possam ser utilizados para contornar as regras. A FCC também monitoraria o desenvolvimento destes serviços para garantir que não interviessem no desenvolvimento contínuo dos serviços de acesso à internet.

Em sexto lugar, nós reconhecemos que a banda larga sem fio é diferente da esfera tradicional por cabo, em parte porque o mercado de celulares é mais competitivo e está em contínua mudança. Reconhecemos também que o mercado de banda larga sem fio ainda está em seus estágios iniciais e, sob este aspecto, a maioria dos princípios do cabo não se aplica ao serviço sem fio, com exceção do requisito da transparência. Além disso, o Government Accountability Office (órgão de auditoria, avaliação e investigação do governo dos EUA) apresentaria obrigatoriamente um relatório anual ao Congresso dos EUA relativo ao desenvolvimento do mercado de banda larga sem fio a fim de informar se as políticas em vigor protegem ou não os consumidores.

Finalmente, acreditamos firmemente que é interesse da nação que todos os norte-americanos tenham acesso de banda larga à internet. Portanto, apoiamos a reforma do Federal Universal Service Fund (fundo para garantir o serviço equitativo das telecomunicações), para que se concentre na implementação da banda larga nas áreas onde ainda não esteja disponível.

Acreditamos que esta estrutura de políticas seja a melhor para os consumidores e que define muito bem o papel da FCC para o novo mundo da banda larga, ao mesmo tempo em que oferece aos provedores de banda larga a flexibilidade de gerenciar suas redes e de prover novos tipos de serviços on-line.

No fim das contas, entendemos que a proposta possibilita o aparecimento de novas ideias na web e o investimento dos provedores de banda larga em suas redes.

Criar uma proposta equilibrada e que contemplasse todos os lados não foi um processo fácil e, certamente, enfrentamos muitas diferenças no meio do caminho. Mas o nosso interesse mútuo nos impulsionou adiante por uma internet saudável e em expansão, que pode continuar a ser um laboratório para a inovação. Enquanto as autoridades continuam a formular as regras de trânsito, esperamos que os outros grupos interessados juntem-se a nós na construção de ideias para políticas de internet aberta que coloquem os consumidores em primeiro lugar e mantenham a liderança dos Estados Unidos no mundo da banda larga. Estamos prontos para trabalhar em conjunto com o Congresso dos EUA, com a FCC e com todas as partes interessadas neste propósito.